domingo, 16 de outubro de 2011

"VENDEDORES DE ILUSÕES"

O tom usual de quem vende ilusões é, via de regra, apelativo e, em tempos de eleições na Universidade, não tem sido diferente para um ou outro candidato. Não é esse o meu perfil porque não me baseio em ilusões e não mascaro a realidade. Nesse sentido algumas coisas precisam ser ditas.
O acordo político do rodízio à direção do CCSA. As críticas que tem sido feitas pelo candidato oponente mostram, ao que parece, que ele não conhece o Centro ao qual pertence. Quem desconhece o seu próprio Centro, e a unidade que defende, é provável que daqui a quatro anos esteja novamente e "democraticamente” insistindo no equívoco. Não se trata de “acordos políticos”, com tom pejorativo, como pretende fazer crer o oponente, mas uma forma democrática encontrada, que garante o envolvimento dos três cursos, evitando assim disputas acirradas, desgastantes uma vez todos estão imbuídos de um único desejo: o crescimento e o desenvolvimento do Centro. O entendimento havido envolve também respeitar a manifestação do colegiado em relação ao candidato que considera mais indicado para ocupar a direção do Centro. Não se trata de uma imposição, mas de uma concordância em torno do que seja mais produtivo e propositivo para o CCSA.
Apresentação de propostas no dia do debate. Ora, todos sabem que em dez minutos não é possível apresentar e justificar as propostas colocadas para a direção do Centro. Nesse sentido, didática e pedagogicamente, informei aos presentes que estaria dividindo a minha fala em três momentos: no primeiro expliquei porque estava me colocando como candidata. Fiz isto porque quis deixar claro que, caso não tivesse sido indicada, jamais estaria me colocando à Direção do CCSA uma vez que a minha trajetória na universidade se baseia em respeitar as decisões da maioria. Isso é democracia. No segundo momento da minha fala quis dar-me a conhecer aos presentes até para explicitar o que estava sendo dito pelos corredores da Universidade, qual seja: que eu não tenho uma trajetória na Universidade. Nesse sentido, mostrei que, dos onze anos que tenho de Universidade, fui eleita e reeleita para o COU e, da mesma forma, para a coordenação do colegiado de curso, ao contrário do meu oponente que, se ocupou (desconheço) algum cargo eleito para a administração básica, intermediária ou superiora, nesta universidade, não fez questão de ressaltá-lo. O terceiro momento, também em respeito aos presentes, expliquei que as propostas divulgadas no “folder” e em seu encarte, confeccionados por mim, seriam esclarecidas por ocasião das perguntas. Em relação a essas propostas é bom que se diga que são exequíveis e que envolvem, não apenas uma gestão administrativa, mas também ações políticas junto às instâncias da Universidade. Não são propostas, como se propõe a fazer o meu oponente, que empurram os professores para uma competição no mercado vendendo projetos de pesquisa e extensão, desviando-os da finalidade para os quais foram contratados para trabalhar.
O Ensino à Distância (EaD). A confusão entre uso de tecnologia e o ensino à distância é grande e, pelo jeito, persistente. Dizer que ensino à distância é igual ou sinônimo de tecnologia ou do emprego da ferramenta da internet é, no mínimo, desconhecimento de causa. A minha defesa é pela ampliação do ensino superior em todos os rincões do Brasil, mas com qualidade. Por que só o rico pode frequentar uma Universidade? Para o pobre trabalhador basta um ensino pobre? Todos nós sabemos que a vida universitária é uma experiência única e rica em suas múltiplas dimensões: ensino, pesquisa, extensão, cultura, lazer, esporte, movimento estudantil, entre outras tantas atividades que os jovens, com sua rica criatividade, podem desenvolver. Por que poucos podem ou têm o direito de participar ativamente da vida acadêmica?
Por fim, é preciso dizer que as propostas apresentadas no meu plano de trabalho são compromissadas com as demandas coletivamente indicadas por professores e discentes do CCSA. O meu compromisso é com a Universidade e o meu perfil de trabalho e gestão é sério tanto o é que o meu oponente fez questão de ressaltar e elogiar as ações que já desenvolvi no CCSA e no meu doutorado. Não “vendo” ilusões... a fantasia, a crença/religiosidade, a solidariedade, o sentimento não podem ser objetos de exploração sob hipótese alguma. Os agentes do Estado não têm o direito de explorar, de forma apelativa, a subjetividade do indivíduo.

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